Playlist

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Você é uma música, uma frase, um livro. Você é uma rua, uma estação de trem, um ônibus, uma ponte, um bar, uma padaria. Você é um dia de calor. Você é um baile da terceira idade no meio do shopping, uma cerveja, uma bebedeira. Você é uma gargalhada, uma voz que marca. Você é uma marca, você deixa marcas. Você é um ombro amigo, um colo que consola, mãos que secam lágrimas, olhos que me leem. Você é uma barba torta, um cabelo (extremamente) enrolado. Você é meu porto seguro, minha fuga do mundo quando tudo está ruim.

Eu sou um toddynho, uma tapioca. Sou milhões de carinhas, sou várias de mim. Sou uma piada ruim, uma risada engraçada. Sou um arco-íris, um luar, uma fada. Sou teimosia, sou insistência. Sou ligação em hora errada, mensagem indevida. Sou carência, carinho, abraço, saudade. Sou um corpo suado, desejo guardado, toque suave e preciso. Sou acertos, erros, decepção e surpresa. Sou quase inteira, o pedacinho que falta está com você. Sou um mundo que criamos para fugir da realidade, mas às vezes, sou justamente aquilo de que tentamos fugir.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu o vi passar pela rua, sua mão entrelaçada à dela, os dois sorrindo e não me vendo.
Eu o vi entrar naquela loja e sair com presentes que não eram para mim.
Eu o vi passear no parque, andar de patins, skate e bicicleta. O vi cair, se machucar, levantar e continuar seguindo em frente.
Eu o vi se apaixonar pela mesma garota pela segunda vez e o vi fazendo e concretizando planos junto a ela.
Eu o vi ser promovido no trabalho, mas também o vi largar a faculdade por sonhar demais e esquecer de deixar os pés não chão.
Eu o vi sempre de costas desde a última vez em que mereci um olhar seu.
Eu espero não o ver se perder pelo caminho, não o ver desistir do que acredita e não se deixar abater pelos planos que podem ser frustrados.
Eu o perdi e aceitei sem saber que ainda o veria de tantas formas, mas de certa maneira tão iguais. Eu me tornei telespectadora da vida que ele vive e espero que no final, eu o veja ser aplaudido de pé.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Quis escrever pra você e ensaiei a semana toda para chegar a conclusão de que não importam exatamente as palavras e sim o que queria dizer com elas. Sabe quando dizem que o que vale é a intenção? Essa frase aplica-se exatamente nessa situação.

Eu quis escrever, eu quis falar um pouco de você a cada linha, quis passar para o papel tudo o que sinto e acredito quando se trata de nós. Tentei tirar de mim toda essa saudade e transpor em cada palavra que seria escrita. Não consegui, perdoe-me.

Mas aqui lhe digo que o essencial a ser dito é que amo amar você. Depois disso, nenhuma palavra precisa ser escrita.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu não preciso dizer que te amo

Eu me atento a todos os seus sorrisos, a todos os seus olhares. Eu vejo cada gesto seu, te olho todos os dias como se fosse a primeira vez que te vejo na vida.

Eu cuido de você até ficar mais chata que sua mãe, tento te poupar de tudo que me faz mal. Eu te ouço falar besteiras com a mesma atenção que te ouço falar dos seus medos e aflições.

Mas eu também me calo mais do que falo, te poupo tanto que acabo te privando de mim. Erro nisso, tentando acertar naquilo.

Eu não preciso dizer que te amo para que você perceba o quanto gosto de te ter comigo. Eu preciso que além de me olhar, me veja.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eu jamais me atreveria a pronunciar qualquer palavra que escrevo nem mesmo para mim. Escrever já é como assinar uma carta de confissão, dizer em alto e bom som o que foi escrito, é pedir sentença de morte.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"Ele, que há muito tempo esqueceu que os olhos não serviam apenas para enxergar, ficou perplexo quando lembrou que eles também exteriorizavam e materializavam sentimentos na forma de lágrimas... Já tinha se esquecido como era aquela sensação, e perplexo e surpreso, as deixou verter enquanto acompanhava as duras linhas que teve que ler. 


Ele, que nunca gostou de tomar decisões, deixou que fosse dela a palavra final."








uma pequena ajuda pra terminar o post aí de baixo :p

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

Os diálogos eram compostos na maioria das vezes por reticências. Os olhares, os toques, pareciam sempre esperar uma continuidade. Eram como pensamento interrompido. Parecia que pontos finais não pertenciam ao mundo deles. Devia ser medo de errar, só pode ser. Porque havia esperança, aquela tal história clichê de querer que tudo seja para sempre. Talvez seja esse o motivo de tantas reticências em lugares que deveriam ter sido pontos finais. Não queriam o fim. Havia esperança de um recomeço, havia vontade de mudar as coisas. Mas o final é tão inevitável quanto o cair da noite. Foi o que aconteceu: a noite caiu e o fim chegou, muito mais rápido do que era possível imaginar. E enfim, o tão temido ponto final se instalou no seu devido lugar: no final da história.

domingo, 29 de setembro de 2013

Liga e diz que está tudo errado: o mundo, as pessoas, as coisas...

Eu atendo e concordo: também acho que está tudo uma bagunça só: minhas roupas, meu cabelo, minha casa, minha vida, meu mundo.

Escuta, mas não foi isso que quis dizer. Continua dizendo que é o que as pessoas fazem que está tudo errado, aí bagunça tudo mesmo: o mundo, as pessoas, as coisas...

... as minhas roupas, meu cabelo, minha casa, minha vida, meu mundo. É assim mesmo, uma pessoa faz algo errado e bagunça todo o resto.


Isso mesmo, você me entende. Agora está tudo bagunçado e eu nem sei o que eu fiz para ficar assim. Nem sei se foi eu quem fez.

Pode mesmo não ter sido você, mas e se foi? Quem liga? Eu não te culparia se fosse você o responsável pela bagunça das minhas roupas, do meu cabelo. Te daria absolvição. As pessoas também erram sem querer às vezes.

Sei disso, mas está tudo assim agora. O mundo, as pessoas, as coisas. Tudo de pernas para o ar.

Ei! O mundo, as pessoas e as coisas são como você decide olhar. Faça como eu: deixe as roupas, o cabelo, a casa, a vida e o mundo como quiser, afinal, todas essas coisas são suas. Bagunce tudo, menos a maneira de enxergar as suas coisas, e se bagunçar o que é seu, você decide quando arrumar.

Desliga, e vai arrumar o cabelo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Não me importo se demorar para voltar, mas volte. Traga na mala algo mais do que simples palavras e pedidos de desculpas. Traga de volta aquele amor que eu deixei que levasse. Depois de sentir todo seu peso, diga-me que me entende, e que voltou para me dar o seu amor e cuidar do meu.